10/07/2011

Camada de tinta preta

O corredor exalava uma fresca camada de tinta preta.
Valorizando a força na qual a escuridão se predispunha em apresentar angústia, medo, agonia e de que o fim havia se aproximado mais rapidamente.
Implantado ali, fuga aparentemente incerta, o descontrole foi tomando a consciência, onde meus sentidos eram tão concretos, aprisionando-me em uma realidade.
O desconforto me atingira facilmente; a escuridão engolira minha visão e o silêncio era catastrófico. Não conseguia compreender meu imenso incômodo.
Situei as fragilidades do meu ser, enquanto minha espécie era ferozmente introduzida a imagens e mais imagens, sucessivos sons.
A minha liberdade de pensamento fora restringida a um caráter psicológico, por meio da angústia, do medo. Pensei, estou morto?

Um comentário:

  1. Este post foi para mim como uma viajem ao imaginário, uma viajem louca, alucinada, como eu gosto e gosto muito. Gosto de tudo que perturba e nele vc perturbou!Como diria Adriana Calcanhoto:"eu gosto dos que tem fome.".
    Tua fome me dá fome. A melhor delas: a de escrever!Te encontro na próxima viajem. Telma Castilho.

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